quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

todas as coisas, por uma só.

Acordei bem disposta, tive tempo de tomar café da manhã, peguei pouco engarrafamento, tinha gente me ajudando, deu tempo de checar o facebook, de passar alguns gastos para umas planilhas. Deu tempo de almoçar bem, de contar piada,  não tive estresse, nem correria. Minha família vai bem, obrigada.O trabalho ficou excelente. Tô com salário em dia, contas em dia, talvez vá faltar um pouquinho no mês que vem, mas já previa isso...Minha saúde é indiscutível, de ferro.Chego em casa. Tudo do jeito que deixei. Melhor, impossível?
Queria mais... Queria o inesquecível, que o Brad Pitt cruzasse a minha esquina! Que saíssem centenas de dançarinos e que eu soubesse a coreografia do flash mob. Que nevasse em pleno verão carioca e eu tivesse que faltar o trabalho...
Mania criada, concebida nos braços do industrialismo, da multiplicação e do bombardeamento sensorial a que estamos submetidos.
Quando o dia vai bem e você não está satisfeito...
É pura modernidade.
É invenção do homem moderno, achar que tem que tem que produzir felicidade, desejo, tesão e estímulos também em larga escala.
Pisar no freio, ser menos exigente. Será que tudo não está bom desse jeito?
Claro, ambição saudável empurra um cristão pra frente, mas...E, se... E, se estivéssemos passando dos limites?
Querendo mais dinheiro, mais pessoas, mais sensações...
Quando você quer tudo ao mesmo tempo, ansiosamente, quer gritar pra si mesmo dizendo que está carente de uma só coisa.

Todo dia é dia de repensar, o que realmente está fazendo falta...e que desencadeia essa vontade de querer tudo só pra se esconder do que primordialmente interessa.

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